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Meditações do Papa

Aquele sal que dá sabor


MEDITAÇÕES MATUTINAS NA SANTA MISSA CELEBRADA

 NA CAPELA DA DOMUS SANCTAE MARTHAE

Publicado no L'Osservatore Romano, ed. em português, n. 21 de 26 de Maio de 2013

O cristão, segundo a metáfora evangélica de Mateus (5, 13-14), é chamado a ser sal da terra. Mas se não transmitir o sabor que o Senhor lhe doou, transforma-se num «sal insípido» e torna-se «um cristão de museu». Foi este o tema abordado pelo Papa Francisco na missa celebrada na manhã de quinta-feira 23 de Maio, na capela da Domus Sanctae Marthae.

O Evangelho do dia (Marcos 9, 41-50) inspirou ao Santo Padre uma reflexão sobre a peculiaridade que caracteriza os cristãos: ou seja, ser para o mundo o que o sal é para a dona de casa e para quem tem bom gosto e aprecia o sabor dos alimentos. «O sal é bom» iniciou o Pontífice. Algo bom «que o Senhor criou», mas «se o sal se tornar insípido — perguntou-se — com que dareis sabor?».

Fala-se sobre o sal da fé, da esperança e da caridade. «O Senhor dá-nos este sal», esclareceu o Santo Padre que, depois, levantou o problema de como fazer para que «não se torne insípido». «Como se deve fazer, para que o sal não perca a sua força?». Entretanto, o sabor do sal cristão — explicou — nasce da certeza da fé, da esperança e da caridade que surge da consciência de que «Jesus ressuscitou para nós» e nos salvou. Mas esta certeza não nos foi dada simplesmente para a conservar. Se assim fosse, ela acabaria como o sal conservado num pequeno recipiente: «não importa, não serve». Ao contrário, o sal — explicou o Papa — tem sentido quando é usado para dar sabor. Penso que o sal conservado no recipiente com a humidade perde força. E não serve. O sal que nós recebemos é para doar; serve para dar sabor, para ser oferecido»; caso contrário «torna-se insípido e não serve».

Na reflexão proposta na manhã de quarta-feira 22 de Maio, o Papa afirmou que não se deve matar em nome de Deus. Só pronunciar esta frase é uma blasfémia. Ao contrário, todos os homem não só podem, mas devem praticar o bem, seja qual for a fé professada, porque «têm em sim o mandamento de fazer o bem» pelo facto de terem sido «criados à imagem de Deus».

O trecho do Evangelho de Marcos (9, 38-40) proclamado durante a missa narra as queixas dos discípulos em relação a uma pessoa que realizava o bem, mas não pertencia ao grupo deles. «Jesus corrige-os: Não o impeçais, deixai que ele faça o bem. Os discípulos sem pensar, queriam fixar-se numa ideia: só nós podemos fazer o bem, porque nós temos a verdade. E os que não têm a verdade não podem praticar o bem» esclareceu o Pontífice.

Contudo, trata-se de uma atitude errada. E Jesus corrige-os. A este ponto é lícito «perguntar: quem pode fazer o bem e por que razão? O que significa esta frase de Jesus «não o impeçais»? O que está por detrás?» Neste caso, «os discípulos eram um pouco intolerantes», mas «Jesus alarga o horizonte e nós podemos pensar que ele diz: Se ele pode fazer o bem, todos o podem fazer. Inclusive os que não fazem parte do nosso grupo».

«Hoje gostaria de pedir ao Senhor — concluiu — esta graça para todos. Descobrir o mandamento que todos temos: fazer o bem, não o mal, e trabalhar sobre este encontrarmo-nos praticando o bem». Um caminho que pode ser percorrido por todos, reafirmou o Papa Francisco, recordando que «hoje é o dia de santa Rita, padroeira das causas impossíveis»; e, por conseguinte, se isso parece impossível, «pedimos-lhe esta graça»: que todos façamos o bem como se fôssemos uma única família. Um «trabalho de criação» definiu-o, obra que se aproxima «da criação do Pai».

Na manhã de terça-feira 21 de Maio, o Papa Francisco voltou a reafirmar um conceito já expresso noutras ocasiões, ou seja, que o verdadeiro poder é serviço.

«A luta pelo poder na Igreja — frisou o Pontífice — não é uma questão destes dias, eh? Começou já com Jesus»: quando o Senhor falava da Paixão, os discípulos estavam empenhados em debater sobre qual deles fosse o mais importante, de forma a merecer «a parte maior» daquela que o Papa comparou com um bolo para dividir. Mas na Igreja não deve ser assim. O Santo Padre reafirmou-o citando outro trecho do Evangelho de Mateus (20, 24-26) no qual Jesus explica aos discípulos qual é o verdadeiro sentido do poder: «Os chefes das nações governam-nas como seus senhores, e os grandes exercem sobre elas o seu poder… Mas, não seja assim entre nós» afirmou o bispo de Roma. Portanto, sob o ponto de vista do Evangelho, «a luta pelo poder na Igreja não deve existir. Ou melhor, deve ser a luta pelo poder verdadeiro, ou seja, o que ele, com o seu exemplo, nos ensinou: o poder do serviço. O verdadeiro poder é o serviço.

Na Igreja não há outro caminho para poder ir em frente. «Para o cristão — esclareceu o Pontífice — ir em frente, progredir, significa abaixar-se. Se não aprendermos esta regra cristã, nunca poderemos compreender a verdadeira mensagem cristã sobre o poder». Por conseguinte, progredir quer dizer estar sempre ao serviço. E «na Igreja é maior quem mais serve, quem mais está ao serviço do próximo. Esta é a regra».

E sobre os milagres que ainda hoje existem, falou na missa celebrada na manhã de segunda-feira, 20 de Maio. Mas para consentir que o Senhor os faça é necessário uma oração corajosa, capaz de superar «aquela incredulidade» que habita no coração de cada homem, mesmo se homem de fé.

Uma oração sobretudo por quantos sofrem devido às guerras, às perseguições e a qualquer outro tipo de drama, que abala a sociedade de hoje. Mas a oração deve ser concreta, ou seja, envolver a nossa pessoa e comprometer toda a nossa vida, para superar a incredulidade.

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