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Meditações do Papa

Os problemas de são Paulo


MEDITAÇÕES MATUTINAS NA SANTA MISSA CELEBRADA

 NA CAPELA DA DOMUS SANCTAE MARTHAE

Publicado no L'Osservatore Romano, ed. em português, n. 20 de 19 de Maio de 2013

Com o seu testemunho de verdade o cristão deve «incomodar» as «nossas estruturas confortáveis», também correndo o risco de terminar «em maus lençóis», porque animado por uma «loucura espiritual sadia» em relação a todas as «periferias existenciais». Seguindo o exemplo de são Paulo, que passava «de uma batalha campal para outra», os crentes não devem refugiar-se «numa vida confortável» ou nos compromissos: hoje, na Igreja existem demasiados «cristãos de salão, educados», «tíbios», para os quais está sempre «tudo bem», mas que dentro não têm o fervor apostólico. Foi o forte apelo à missão — não só em terras longínquas, mas também nas cidades — lançado pelo Papa Francisco, na manhã de quinta-feira 16 de Maio, durante a missa celebrada na capela da Domus Sanctae Marthae.

Bispos e sacerdotes que se deixam vencer pela tentação do dinheiro e pela vaidade do carreirismo, pastores que se transformam em lobos «que devoram a carne das suas ovelhas». Não usou meios-termos o Papa Francisco para estigmatizar o comportamento de quem — disse, citando santo Agostinho na missa de quarta-feira 15 de Maio — «se apodera da carne da ovelha para a comer, aproveita-se; negocia e é apegado ao dinheiro; torna-se avaro e muitas vezes até simoníaco. Ou aproveita da sua lã para a vaidade, para se vangloriar». Para superar estas «verdadeiras tentações», bispos e sacerdotes devem rezar, mas precisam também da oração dos fiéis.

O egoísmo não leva a nenhum lugar. Ao contrário, o amor liberta. Por esta razão, quem for capaz de viver a própria vida como «um dom que deve ser oferecido ao próximo» nunca ficará sozinho nem experimentará «o drama da consciência isolada», presa fácil de «Satanás, mau pagador» sempre «pronto para enganar» quem escolhe o seu caminho. Foi a reflexão que o Papa Francisco fez na missa de terça-feira 14 de Maio.

O Pontífice repropôs a figura de Judas, o qual tem uma atitude contrária em relação a quem ama, porque «nunca compreendeu, coitado, o que é um dom». Judas é um daqueles homens que nunca fazem um gesto de altruísmo e que vivem sempre na esfera do próprio eu, sem se deixar «envolver pelas situações boas». Atitude que, ao contrário, é característica de «Madalena, quando lava os pés de Jesus com o nardo, muito caro». É um momento «religioso — afirmou o bispo de Roma — um momento de gratidão, de amor». Ao contrário, Judas vive isolado, na sua solidão, e nela permanece. «Uma amargura do coração» como a definiu o Santo Padre. E assim «como o amor cresce no dom», também a atitude «do egoísmo cresce. E cresceu, em Judas, até à traição de Jesus». Em síntese, afirmou o Papa, quem ama dá a vida como dom; quem é egoísta, atraiçoa, fica sempre sozinho e «isola a sua consciência no egoísmo, ocupando-se da própria vida, mas no final perde-a».

Vem vontade de dizer «o Espírito Santo, este desconhecido», pensando nos muitos que ainda hoje «não sabem explicar bem quem é o Espírito Santo» e «dizem: “Não sei o que fazer!” com ele, ou dizem: “O Espírito Santo é a pomba, aquele que nos dá sete prendas”. Mas assim o pobre Espírito Santo é sempre último e não encontra um lugar bom na nossa vida».

O Papa Francisco voltou a falar do Espírito Santo na missa matutina de segunda-feira, 13 de Maio, ressaltando o pouco conhecimento que ainda hoje muitos cristãos têm dele.

O Pontífice, partindo da narração do encontro de Paulo com alguns apóstolos em Éfeso, durante o qual — como é referido nos Actos dos Apóstolos (19, 1-8) — à pergunta se tinham recebido o Espírito Santo, responderam que nunca tinham ouvido falar da sua existência. Para explicar o episódio, o Santo Padre recorreu à narração de um momento da sua experiência pessoal: «Recordo que uma vez, quando eu era pároco na paróquia de São José Patriarca, em São Miguel, durante a missa para as crianças, no dia de Pentecostes, perguntei: “Quem sabe quem é o Espírito Santo?”. E todas as crianças levantaram a mão». Um deles, a sorrir, respondeu: «”o paralítico!”. Disse assim. Tinha ouvido a palavra “paráclito”, e compreendera “paralítico”! É assim: o Espírito Santo é sempre um pouco o desconhecido da nossa fé. Jesus diz acerca dele aos apóstolos: “Enviar-vos-ei o Espírito Santo: ele ensinar-vos-á todas as coisas e recordar-vos-á tudo quanto vos disse”. Pensemos neste último: o Espírito Santo é Deus, mas é Deus activo em nós, que faz recordar. Deus que faz despertar a memória. O Espírito Santo ajuda-nos a recordar».

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