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24/11/2013: Cristo Rei do Universo


Lc 23,35-43

“Jesus é o Rei que dá a Vida”

A solenidade de nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, é a festa de encerramento do ano litúrgico.

Há nos evangelhos um único texto em que Jesus assume o título de rei: “O sumo sacerdote o interrogou de novo: ‘És tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?’ Jesus respondeu: ‘Eu sou’” (Mc 14,61-62).

De resto, Jesus rejeita para si o título de rei que pudesse identificá-lo com a esperança de restaurar a monarquia davídica e a libertação do país da dominação estrangeira. Jesus rejeita todos os títulos que poderiam fazer pensar no desejo de poder (Mc 1,25.34.44; 3,12; 5,43; 7,36; 8,26.30). O poder observado no mundo não é o vivido por Jesus e proposto aos seus discípulos: “Para vós, não será assim” (ver: Lc 22,24-27). Jesus se distancia de toda forma de poder e distingue a concepção de poder da comunidade dos discípulos com a comum dos “grandes deste mundo”.

Deste modo, na liturgia deste domingo percebemos que Jesus é crucificado entre dois criminosos. Isso é uma releitura de Isaías 53,12, salientando que o enviado de Deus seria considerado como um criminoso, Por quê?

Porque é crime desejar que todos tenham vida para agir para isso... Porque a igualdade é um crime. Para quem? Chegamos ao ponto infeliz de pensar que o bem é mal, e isso nos faz compreender melhor a exclamação de Jesus:  “Pai perdoa-lhes! Eles não sabem o que estão fazendo!” De fato, por que rejeitamos sempre aquilo que mais desejamos?

E as reações? O povo olha. É testemunha passiva, ou, melhor dizendo, impotente. Os chefes zombam de Jesus e do projeto de Deus, que não é salvar a si mesmo, mas salvar a todos – projeto que eles mesmos traíam. Os soldados também caçoam. Coitados. São os que estão em pior situação: o sistema os explora e oprime, e eles ainda devem defender o sistema! Caçoam daquele que os podia libertar da suprema alienação...

Mas, acima de tudo, temos o letreiro, com a causa da condenação de Jesus: “Este é o rei dos judeus”. De fato, Jesus é o rei, mas um rei diferente. Não aquele que tira a vida dos outros para manter o seu poder e domínio, mas aquele que dá a própria vida para que todos tenham liberdade e vida. Ele é o Messias-Rei de Isaías 11, 1-9, que iria trazer o reinado da justiça e da paz. Contudo, parece que esse reinado custa o sangue de Jesus e de todos os inocentes que lutam pela justiça.

Assim, percebemos que Jesus e seu projeto dividem até mesmo os criminosos. Um deles caçoa de Jesus, desafiando o seu messianismo, ou seja, instigando-o para que use o poder para se libertar e libertar os outros. Muitos veem nesse criminoso o povo judeu, que esperava o Messias político, que iria restaurar a grandeza da nação; muitos ainda o viam como nós – nos dias atuais -, como elemento da multidão: apenas curiosos perplexos que procuravam saber o que estava acontecendo.

No entanto, nos dias atuais: tanta coisa acontecendo, e nós, alienados, sentados na praça dando milho aos pombos... Enquanto o povo-multidão, pelos crimes cometidos por agentes poderosos e políticos corruptos, está sendo crucificado com Jesus, enquanto delúbios e dirceus, genuinos e valérios, caçoam da justiça. Precisa-se de mais Povo-Discípulo... Precisa-se de mais Povo-Missionário para que, de fato, o Reino de Jesus se torne uma realidade em nosso meio. A Justiça não deve se calar ante os que se julgam poderosos. Os que se julgam deuses, com certeza, tombarão diante do poder de Jesus - Rei do Universo.

É preferível ver em Jesus todos aqueles que imaginam vencer o poder opressor através de outro poder. Será que a competição pelo poder algum dia terminará? Entretanto, “Jesus não fez nada de mal”. É o que o outro criminoso dirá após se converter, ali na cruz, ao projeto de Jesus. Ele reconhece que não é pela força e pelo poder que a justiça, a liberdade e a vida se fazem. O Reino é o amor, que traz a verdade e a justiça, e daí a liberdade e a vida para todos. Esse é o “paraíso”  para o qual Deus criou toda a humanidade.

Portanto, o que deve ser buscado por toda a Igreja? Aprendamos com o Mestre que é Rei do Universo:  é a prioridade do serviço, ou seja: “O maior é aquele que serve” (Lc 22,27). Perguntado por Pilatos: “Tu és o rei dos judeus?” (Jo 18,33), Jesus responde: “Meu reino não é deste mundo” (Jo 18,36). A única realeza que Jesus aceita é a da cruz. Os evangelhos recordarão, então, a inscrição sobre a cruz: “Jesus de Nazaré, rei dos judeus” (Mt 27,37; Mc 15,26; Lc 23,38; Jo 19,19-22).

A partir da cruz, sobre o título de rei, não paira nenhuma ambiguidade, pois a realeza de Jesus é o serviço até a entrega radical da própria vida, como ato de amor supremo. Jesus, Rei do universo, inaugura um modo de vida que não admite o gosto do poder, tal qual “as nações” o compreendem, e alguns políticos também.

As três interpelações dos que zombavam de Jesus (vv. 35.37.39) lembram as interpelações do relato das tentações (cf. Lc 4,1-13). Isto pode nos fazer compreender que a cruz do Senhor é o lugar da tentação suprema que ele vence: “Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito” (23,46).

No relato das tentações como na paixão, a tentação é a mesma: usar o poder em benefício próprio, usar da condição de Filho de Deus e de Messias para si mesmo. O silêncio do Senhor sobre a cruz ante as interpelações e zombarias é expressão de sua rejeição de todo poder mundano que o desviasse de realizar a vontade do Pai.  Nesse sentido, a cruz é o lugar em que Jesus exerce a sua realeza: o poder de salvar, de dar a vida. À súplica do malfeitor: “... lembra-te de mim, quando começares a reinar” (v. 42), Jesus responde: “... hoje estarás comigo no Paraíso” (v. 43; cf. Lc 4,21).

Esforcemo-nos para que possamos alcançar o paraíso. Digamos todos juntos: “Jesus lembra-te de mim, quando começares a reinar”.

Bom Domingo e abençoada semana a todos vós que sois de Cristo!

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