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Como preparar uma Celebração Litúrgica?


Passos:

1) Pedir as luzes do Espírito Santo

A reunião para a preparação da celebração deve começar, antes de tudo, com uma súplica ao Espírito Santo. É ele que age na celebração litúrgica. Seria bom também um canto (“A nós descei”, p. ex.).

2) Avaliar a celebração passada

Nada é perfeito. Este passo serve para ir aperfeiçoando.

TRATA-SE DE UMA CONVERSA FRATERNA!

Pe. Baronto sugere um roteiro para tais avaliações na reunião da equipe:

a) A celebração foi, de fato, um acontecimento marcante na vida da comunidade?

b) A assembléia sentiu-se envolvida no mistério que celebramos?

c) Os cantos, símbolos, ritos, orações... ajudaram a expressar o Mistério do dia?

d) Como se deu a relação entre assembléia e equipe; assembléia e presidência; equipe e presidência? Houve comunhão de sentimentos, de interesses?

e) Sentimos prevalecer um clima orante em nossa celebração? O que ajudou? O que prejudicou?

f) Os ministros e ministras agiram à maneira de Jesus?

g) Como a vida e os acontecimentos importantes da comunidade entraram na celebração?

3) Situar a celebração no tempo litúrgico e na vida da comunidade

Este passo se baseia em duas perguntas fundamentais:

a) Qual o Mistério que celebramos?

b) Qual a relação entre esse Mistério e a vida da comunidade?

Primeiro recorda-se a data em que a celebração vai acontecer, bem como se recorda o tempo litúrgico no qual a celebração é situada (Quaresma? Páscoa? Advento? Natal? Tempo comum? Festa de algum Santo?...).

Então se pergunta pelo Mistério que vamos celebrar, tendo como raiz sempre o Mistério Pascal de Cristo. Mas não pára por aí. É preciso, também, colocar as raízes do Mistério da Páscoa de Jesus no Mistério Pascal da vida da gente.

Para tanto, é preciso que a equipe recorde os acontecimentos da comunidade:

* eventos sociais; religiosos; do dia-a-dia da comunidade; da região; ocorrências nacionais e internacionais; Isso vale para qualquer celebração, lembrando que a pessoa e a Páscoa de Jesus devem estar no centro de tudo.

4) Fazer a experiência da Palavra

Agora se procede à leitura dos textos bíblicos propostos. Lê-los e aprofundá-los.

Perguntar:

1. Quais são os personagens presentes no Evangelho?

2. O que falam? Para quem falam?

3. Qual a Boa Nova ou o apelo que Jesus está fazendo?

4. Qual a imagem pascal que aí aparece?

E mais:

* O que há de comum entre o Evangelho e a Primeira Leitura?

* Como o Evangelho nos ajuda a entender a mensagem da Primeira Leitura?

* Ler também o Salmo responsorial e a Segunda Leitura, comentando.

Perguntar-se e responder:

1. O que a Palavra diz para nós, para a nossa vida?

2. Qual a conversão que a Palavra pede de nós?

3. Que sinais de salvação e de perdição ela nos indica em nossa vida, na vida de nossas comunidades e na vida do povo em geral?

5) Exercício de criatividade

Agora, “à luz dos passos anteriores – vida da comunidade, tempo litúrgico, Palavra de Deus – procura-se, num exercício de criatividade, fazer surgir idéias para os diversos momentos da celebração, mesmo sem ordem, à maneira de uma tempestade mental. Selecionar depois as idéias a respeito de ritos, de símbolos, de cantos, para os ritos de entrada, ato penitencial, gesto da paz, proclamação das leituras etc.” (CNBB, Documento 43, n. 226)

Criatividade não se trata de “tirar como que do nada” expressões litúrgicas inéditas. Ela deve estar ligada com os ritos precedentes. (CNBB, Documento 43, n.º 170)

6) Elaborar o roteiro

Em seguida (e só agora!), “passando em revista as diversas partes da Missa, escolhem-se os cantos, os ritos etc., para cada momento, registrando tudo numa folha-roteiro, que servirá de guia para os diversos ministros”.

7) Distribuir os ministérios

É o momento da distribuição das tarefas, dos ministérios. Só agora! Muitas equipes precipitam-se e começam a reunião dividindo logo as funções. Certamente, esse não é o melhor caminho, pois, como vimos, a preparação de uma celebração não se resume a um simples distribuir de tarefas.

Lembre-se na distribuição das funções que não se trata de dignidade maior ou menor, mas de um ‘Eu estou no meio de vós como aquele que serve (Lc 22,27).

8) Ensaiar as ações simbólicas

Precisamos ensaiar cada passo, rito, ação simbólica e cantos que foram escolhidos pela equipe.

A equipe deve marcar, com as pessoas envolvidas na celebração, um momento para o ensaio... e é bom que seja sempre no lugar onde se realizará a celebração. Por isso, também não basta imaginar o lugar... vamos até lá para realizar, o mais proximamente, como faríamos se estivéssemos vivendo a própria celebração.

E aqui vale lembrar a ‘regrinha de ouro’ de nossa liturgia:

- é preciso saber unir a ação corporal (palavras, músicas, gestos) ao seu sentido teológico-litúrgico e a uma atitude interior que o Espírito suscita na gente através da ação que vamos realizar.

Oração da Equipe de Liturgia

Divino Espírito Santo, iluminai as nossas mentes, transformai os nossos corações!

Que este estudo nos ajude a mergulhar no mistério da fé e da vida celebrada em comunidade. Dai-nos força e coragem, sabedoria e criatividade.

Queremos organizar uma Pastoral Litúrgica dinâmica, a fim de que todo o vosso povo participe da liturgia de maneira mais plena, ativa e consciente.

Amém

Fontes:
Pe. Baronto “Preparando passo a passo a celebração; um método para as equipes de celebração das comunidades”, membro da “Rede Celebra” de formação litúrgica popular.
Guia Litúrgico Pastoral – CNBB (2ªED)
Liturgia em mutirão – CNBB (1ª ED. 2009
Instrução Geral Sobre o Missal Romano

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