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Cerimoniário: o que é?


Atendendo a muitos pedidos de esclarecimentos sobre o que é a função do cerimoniário na celebração litúrgica, disponibilizamos abaixo conteúdo que, com certeza, o ajudará a dirimir suas dúvidas sobre esta função dentro da liturgia.

O que é cerimoniário?

Cerimoniário é um dos ofícios da liturgia no rito romano, assim como os acólitos, o sacristão. Sua função é fazer com que a celebração brilhe pelo decoro e ordem, para isso o cerimoniário deve trabalhar em íntima colaboração com o sacerdote celebrante e as demais pessoas que tem por função coordenar as diferentes partes da celebração: o sacristão, o regente do coro, o coordenador dos acólitos, etc.

O cerimoniário deve ser perfeito conhecedor da liturgia, suas leis e preceitos, sua história e sua natureza. Deve levar em conta na preparação e na execução da cerimônia, não apenas sua organização de forma prática, mas também o aspecto pastoral. Nao deve perder de vista a tradição litúrgica da Igreja universal e os pios costumes da Igreja particular.

Cerimoniário é o ministro, ordenado ou não, responsável pela organização das celebrações litúrgicas, entre elas a missa, na Igreja Católica. Para tal pode haver um, dois ou mesmo uma equipe de cerimoniários, sendo um deles o cerimoniário-mor e os demais cuidam de partes específicas da celebração. Não existe nenhuma necessidade de o cerimoniário, estar em preparação para o sacramento da ordem.

Funções

São funções do cerimoniário organizar as procissões sejam elas de entrada de saída, ou ainda procissões externas à Igreja. Também por e depor as insígnias episcopais(báculo[1] e mitra[2]), bem como o solidéu[3].  

Caso não haja diáconos na celebração, também segurar a casula[4] do sacerdote celebrante nas incensações do altar, das oblatas, da cruz, círio pascal e imagens, , se houver, compete aos Diáconos essa função.

É também dever do cerimoniário organizar coroinhas[5] e acólitos[6]. Durante a procissão do sanctus em direção ao altar, conduz o turiferário[7], o naveteiro[8] e os ceriferários. E organiza-os de modo que o turiferário fique em 1º na fila ao lado do naveteiro. Atras a cruz e dos lados os ceroferarios[9].

O que não é função do cerimoniário?

Os cerimoniários não devem tomar as funções dos Diáconos ou dos acólitos. Não devem segurar as pontas do pluvial nas procissões, não devem  preparar o altar, não devem incensar o celebrante ou o povo; não devem purificar os vasos sagrados e nem portar o Santíssimo Sacramento. Não devem exercer funções que não lhe compete, a não ser as especificadas no item anterior.

Cerimoniário é a mesma coisa que Mestre de Cerimônias?

Não necessariamente. Mestre de Cerimônias é o primeiro dentre os cerimoniários. Geralmente as dioceses tem um mestre de cerimônias oficial, mas cada celebração pode ter seu mestre de cerimônias. No Vaticano, o Mons. Guido Marini é o mestre de cerimônias litúrgicas pontificais; além dele, existem outros onze cerimoniários.

Quem pode ser cerimoniário?

Atualmente, não há nenhuma restrição acerca de quem possa ser cerimoniário, basta ser perfeito conhecedor da liturgia e suficientemente esclarecido acerca da necessidade pastoral. Podem ser presbíteros, diáconos ou leigos; existem casos até de um arcebispo desempenhando tal ofício.

Quantos devem ser os cerimoniários?

Não existe uma quantidade determinada de cerimoniários, mas sabe-se que não devem ser muitos, principalmente nas celebrações paroquiais. Afinal de contas, trata-se de um ministério que tem como principal função coordenar as diferentes partes da celebração; e não parece muito eficaz que em uma celebração haja mais pessoas coordenando do que exercendo outros ministérios.

Cerimoniário é Acólito?

Ainda que para muitos a diferença entre um e outro seja clara, cabe esclarecer a quem veja "cerimoniário" como um nome mais belo para a função de acólito. Acólitos, ainda que não instituídos, são todos aqueles que servem ao celebrante e os diáconos na missa; são os acólitos que exercem as funções de turiferário, naviculário, cruciferário, ceroferários, baculífero, mitrífero, librífero, etc

Os cerimoniários são aqueles que coordenam as celebrações, não apenas os ministério dos acólitos, mas todas as suas partes. Apresentam-se, naturalmente, em numero muito inferior ao dos acólitos e desempenham papéis diferentes deles. Nada impede, entretanto, que alguém que sirva ordinariamente como acólito, oficie como cerimoniário nas ocasiões paroquiais mais solenes.

O que veste o cerimoniário?

O cerimonial dos bispos diz que o cerimoniário se veste com alva (pode ser acompanhado por alva e amito) ou com veste talar e sobrepeliz. Num ou noutro caso, seria conveniente que a veste dos cerimoniários se distinguissem, ao menos em algum detalhe da veste dos acólitos

O cerimonial diz ainda que se quem exerce a função de cerimoniário for da ordem dos diáconos pode vestir-se da forma habitual para os diáconos oficiantes, com dalmática. Creio ser um pouco inapropriada esta vestimenta, pois a função dos diáconos é distinta da função dos cerimoniários, assim seria muito propício que se diferenciassem também pelas vestimentas.

Temos, ainda, o costume de, se o mestre de cerimônias é presbítero (ou, eventualmente, bispo), vista a estola para, junto com o presbitério e o bispo, confeccionar o crisma ou para o momento de impor as mãos durante a ordenação presbiteral.

Quais as funções do cerimoniário?

A função do cerimoniário deve iniciar-se bem antes da missa, verificando quais são os próprios da missa, quais partes serão cantadas, etc. Também é dever dos cerimoniários zelar para que algum possível livreto produzido para a celebração contenha os textos litúrgicos corretos e adequados àquela celebração.

Feito isso, combinar as funções com cada um daqueles que exerce algum ministério na celebração, por exemplo, se vamos usar o rito de bênção e aspersão de água benta, devemos avisar os acólitos para preparar a caldeira e o hissopo e os cantores para que cantem vidi aquam ou algum outro canto adequado para o rito de asperção.

Nas procissões, não existe um lugar definido para os cerimoniários, eles devem se dividir ao longo dela a fim de auxiliar na movimentação de todos os ministros. Podem se colocar à frente do turiferário, guiando a procissão; um pouco atrás do celebrante, principalmente se for bispo, para cuidar das insígnias; podem se colocar à frente do concelebrantes, guiando-os para seus lugares que são distintos dos outros ministros. Podem ainda auxiliar o celebrante a subir ou descer os degruas, se for necessário. Podem atuar ainda na procissão das oferendas e do evangelho.

Os cerimoniários podem auxiliar na incensação, segurando a casula do celebrante para que não toque no turíbulo. E mesmo que não se segure a casula, o mestre de cerimônias, junto com o primeiro diácono acompanha o celebrante na incensação do altar.

Cerimoniário auxiliando um bispo na incensação do altar

Mudam as páginas do missal, tanto quanto o librífero leva o livro até a cátedra, quanto no altar.

É, também, função do cerimoniário por e retirar as insígnias do bispo e entregá-las aos acólitos-assistentes.

Não estando o cerimoniário realizando nenhuma outra função, deve-se ter um ou dois cerimoniários juntos do celebrante para lhe servir em pequenas funções ou resolver algum imprevisto que surja durante a celebração.

Existe algum manual para o cerimoniário?

Tendo em vista que o cerimoniário deve ser "perfeito conhecedor da sagrada liturgia", creio que produzir um manual, como se faz para os coroinhas, para os MECE, pode ser danoso ao exercício dessa função. Dois grandes documentos sobre liturgia que fornecem um material muito rico para o estudo litúrgico e são indispensáveis para qualquer cerimoniário são o Cerimonial dos Bispos e a Introdução Geral do Missal Romano. Mas o cerimoniário deve buscar outros documentos no exercício de sua função e manter-se sempre atualizado.

Um costume antigo

É costume antigo, presente na forma extraordinária que também se pode manter na forma ordinária, que tudo que o celebrante pegue, seja pelas mãos do cerimoniário e que, ao entregar ou beijar o objeto beije a mão do celebrante e o objeto. Ao entregar um objeto, beija primeiro o objeto e depois a mão, ao pegar, primeiro a mão e depois o objeto.

Notas importantes.:

[1] BÁCULO É usado nas procissões, na leitura do Evangelho e na administração dos Sacramentos, desde que não haja necessidade da imposição das mãos. Os usos na liturgia são os mesmos. Seu formato lembra um báculo de um pastor de ovelhas; Sua cabeça curva serve para puxar a ovelha para junto de seu rebanho e sua extremidade pontuda serve para atacar e ferir o lobo. Assim é o báculo de um Bispo: Como sucessor dos apóstolos, sua função é unir seu rebanho de fiéis e defendê-los do maligno.

[2] MITRA A mitra é um tipo de cobertura de cabeça fendida, consistindo de duas peças rígidas, de formato aproximadamente pentagonal, terminadas em ponta, por isso, às vezes chamadas corno ou cúspides, costuradas pelos lados e unidas por cima por um tecido, podendo ser dobradas conjuntamente. As duas cúspides superiores são livres e na parte inferior forma-se um espaço que permite vesti-la na cabeça.

[3] SOLIDÉU Na Igreja Católica, o solidéu foi adotado inicialmente por razões práticas — manter a parte tonsurada da cabeça aquecida em igrejas frias ou úmidas —, acabando por sobreviver como item tradicional do vestuário clerical com o significado de pertença total a Deus. Consiste em oito partes costuradas, com um pequeno talo no topo. Todos os membros ordenados da Igreja Católica podem usar o solidéu. Como grande parte da indumentária eclesiástica, a cor do solidéu denota o grau hierárquico do portador: o solidéu do Papa é branco, o dos cardeais é vermelho e designa-se por barrete cardinalício e o dos bispos, abades territoriais e prelados territoriais é violeta.

Monsenhores usam solidéu negro com algumas linhas violetas. Padres e diáconos usam solidéu negro, embora não seja comum o uso do solidéu por padres (com exceção dos abades) e extremamente raro por diáconos.

Todos os clérigos que possuem caráter episcopal retêm o solidéu durante a maior parte da missa, removendo-o no início do cânon e recolocando-o depois de concluída a comunhão. Os demais clérigos podem não usá-lo fora da liturgia.

[4] CASULA A Casula é uma veste litúrgica que pode ser confeccionada em seda ou damasco (tradicionalmente), em paramentos do século XVII e/ou XVIII. As cores variam conforme o rito litúrgico. Utiliza-se sobre a Alva e a Estola durante a celebração da Missa.

[5] COROINHA Acólito Extraordinário ou Acólito Não-Instituído, é uma criança, adolescente, adulto ou idoso (desde que tenha sido batizado e que já tenha feito a Primeira Comunhão Solene) que auxilia os sacerdotes: Bispo, Presbíteros e Diáconos, nas funções do altar.

[6] ACÓLITO é um membro da Igreja Católica, instituído ou não, que auxilia os ministros ordenados (Bispo, Padre ou Diácono) nas ações litúrgicas, sobretudo na celebração da Santa Missa. É um ministério próprio dos homens, porém podem ser aceites mulheres para acolitar, não podendo ser, contudo, instituídas.

[7] TURIFERÁRIO é o nome atribuído ao acólito incumbido de manusear o turíbulo durante missas festivas, solenes ou dominicais. Ele é acompanhado de um coroinha que leva a naveta, o Naveteiro.

[8] NAVETEIRO É o acólito ou seja o naveculario responsável por segurar a naveta cujo objeto serve como um recipiente dos incensos à serem postos no turibulo.

[9] CEROFERÁRIO ou Ceriferário é o nome atribuído ao Acólito ou Menino do coro/coroinha responsável por segurar a vela que significa a Luz que é Cristo.

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